Dr. Moreira Neto: reconhecimento internacional por linha de pesquisa

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O Dr. Carlos Augusto Moreira Neto, da equipe de Retina do Hospital de Olhos do Paraná, recebeu esta semana reconhecimento internacional, no Canadá, objetivando a sua tese de Doutorado por duas pesquisas em doenças da retina; e no emprego de imagens de alta precisão no pré-operatório da cirurgia de catarata.

A premiação, intitulada Dr. Miguel Burnier Jr., foi concedida em conjunto por quatro centros de renome do Canadá. São eles: The Montreal General Hospital Foundation; The Royal Victoria Hospital Foundation; The Montreal Childrens Hospital Foundation; e The Research Institute of McGill University Health Centre. Atualmente, o especialista está radicado na McGill University Montreal.

Anteriormente, com a mesma linha de pesquisa, o especialista obteve grau A na defesa de sua Tese de Mestrado, defendida pela Universidade Federal do Paraná.

Sobre o trabalho científico

A pesquisa conduzida pelo oftalmologista Carlos Augusto Moreira Neto comprova que o principal aliado entre os exames do pré-operatório da cirurgia de catarata é a tomografia de coerência óptica (OCT 3D).

Pela sua alta precisão, não encontrada nos exames convencionais, o OCT permite concluir se, ao ser examinado no pré-operatório da cirurgia de catarata, o paciente pode ser vítima de outras doenças graves da retina, parte delas com elevado risco de provocarem a cegueira definitiva.

O estudo conduzido por Moreira Neto teve duração de dez meses (janeiro a outubro de 2013). Os coautores da tese foram os Drs. Carlos Augusto Moreira Júnior, Ana Tereza Moreira, Luciane Moreira e Luis Arana. O público alvo foram os pacientes do Hospital de Olhos do Paraná assistidos pelo sistema público de saúde.

O OCT, como é conhecido, é de extrema importância, pois é o único capaz de identificar detalhadamente em três dimensões a retina e o nervo óptico. Com isto, proporcona diagnóstico muito mais detalhado das respectivas superfícies.

É realizado com feixe de luz de varredura com intensidade próxima ao infravermelho. Isto permite a observação das estruturas oculares, promovendo cortes em várias direções, com tomadas de imagens, para observação em detalhes. Além disto, tem como vantagem sobre os demais exames o fato de não ser invasivo.