Um novo complexo, exclusivo aos portadores da retina oriundos do SUS

Novembro é dedicado à prevenção do diabetes, doença impactante e traumática em termos de perda da qualidade de vida. A visão tem relação direta com estes indicadores sociais. Estudos mostram que 80% dos problemas da retina têm ligação com taxas de glicemia mal controlada. Portadores sofrem, pois muitos não têm acesso ao tratamento, pela ausência de centros capacitados à disposição do sistema público. Pensando nesta demanda reprimida, o Hospital de Olhos do Paraná acaba de investir, com recursos próprios, em um complexo para atender os portadores das várias doenças da retina oriundos do SUS.

O novo serviço dispõe de profissionais capacitados, equipamentos de alta tecnologia para a realização de cirurgias diversas, aparelhos destinados à diagnose dos problemas retinianos com elevado risco de perda irreversível da visão. São eles a retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e descolamento da retina.

“As portas do novo serviço estarão abertas para oferecer ao paciente a possibilidade de manter-se fiel ao tratamento, na busca da cura e da manutenção da boa qualidade de visão, de acordo com o professor Carlos Augusto Moreira Júnior, responsável pelo Serviço de Retina do Hospital de Olhos do Paraná.

Ao inaugurar o novo centro, o Hospital de Olhos do Paraná “dá um importante passo no sentido social”, na avaliação do professor Moreira Júnior. Ele lamenta, no entanto, que as políticas públicas para o tratamento das doenças da retina sejam deficientes no país.

O atual cenário resulta em longo tempo de espera até que o paciente consiga tratamento. E, segundo o médico, contrapõe-se com os avanços registrados na área. Além disto, segundo Moreira Júnior, “por diferentes motivos, os centros que contam com tais avanços em suas rotinas não os disponibilizam, raras exceções, aos pacientes oriundos do SUS”.