Síndrome do olho seco é uma das principais queixas nos consultórios ofatlmológicos

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A pessoa que sofre de um distúrbio conhecido por síndrome do olho seco não está sozinha. Neste minuto, milhões de pessoas no mundo reclamam desse problema, considerado por oftalmologistas como uma verdadeira epidemia.  

Especialistas do Hospital de Olhos do Paraná explicam que o distúrbio acontece porque as pessoas piscam menos. O normal é piscar de 12 a 15 vezes por minuto. Na frente do computador, pisca-se de três a cinco vezes menos. Quem sofre dessa síndrome tem menor lubrificação na região ocular, que pode ser causada ou por produção fraca de lágrima ou por uma evaporação excessiva dela.

Fatores como baixa umidade do ar, ambientes fechados, ar-condicionado (de ambientes e automóveis) e altas concentrações de poluição atmosférica também contribuem para falta de lubrificação adequada dos olhos. Os sintomas mais recorrentes são ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, fadiga, olhos embaçados.

O tratamento mais indicado pelos especialistas é o uso de “lágrimas artificiais” com a finalidade de manter o olho permanentemente umedecido. Tais produtos só podem ser utilizados sob recomendação médica.

O distúrbio pode provocar o ressecamento da superfície do olho, da córnea e da conjuntiva. Os oftalmologistas esclarecem que, quando não diagnosticada e corretamente tratada, a síndrome pode evoluir para lesão da superfície ocular e requer ainda mais cuidados.