Síndrome de Irlen, muitas vezes, é confundida com dislexia

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Uma em cada seis crianças é portadora da síndrome de Irlen, um distúrbio na área do cérebro responsável pelas funções visuais. Muitas vezes, confundido com dislexia, o problema é marcado por falta de adaptação ao contraste, como claro e escuro, e distorção da percepção na leitura, como se texto e palavras estivessem tremendo.

 

A síndrome afeta crianças que, mesmo tendo 100% de acuidade visual se queixam de intenso incômodo com a luminosidade, dificuldade de acompanhar objetos em movimento e dificuldade de concentração em atividades como ler e estudar, entre outras.

 

Elas são inteligentes, mas não se dão bem na sala de aula. O olho lacrimeja e coça. Elas ficam dispersas, começam a se mexer na cadeira, passam a serem rotuladas como desatentas, sem educação, hiperativas e passam por dificuldades de aprendizado.

 

Assim como a dislexia,  a síndrome de Irlen manifesta-se com intensidade variável, mas é um problema oftalmológico demonstrado clinicamente e que tem tratamento. Também pode acontecer simultaneamente com outros distúrbios de visão, como miopia e astigmatismo, entre outros.

 

Na maioria das vezes, o tratamento é efetivado de forma multidisciplinar, combinando o tratamento oftalmológico da síndrome com a terapia psicopedagógica para pacientes disléxicos, dependendo de cada caso.

 

É importante que, se a criança possuir as características descritas, os pais insistam na obtenção de um diagnóstico correto para, assim, instituir o tratamento adequado. A cada dia novos estudos da neurociência são incorporados à rotina da oftalmologia e podem ajudar para restituir a saúde ocular das crianças, possibilitando-lhes um desenvolvimento efetivo.