DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE


sem_dor.pngO que é?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é o envelhecimento das células da retina que formam a mácula, ou seja, a parte da retina mais especializada em enxergar formas e cores com nitidez. A mácula, situada bem no centro da retina, perde sua função e o paciente percebe uma grande queda visual.

Sintomas

Em geral, a pessoa observa "borramento" no centro da visão ou até mesmo tortuosidade de linhas e letras, ficando muito difícil a leitura e o reconhecimento do rosto de pessoas que estão mais distantes.

Tipos de DMRI

Existem dois tipos: a degeneração seca ou atrófica e a degeneração úmida ou exsudativa. A DMRI seca ocorre pela atrofia das células da retina e tem evolução lenta e progressiva. Já a DMRI úmida ocorre devido ao crescimento de neovasos no espaço em baixo da mácula, causando sangramento ou edema, por isso, chamada de DMRI úmida. Esta última acontece de forma súbita e a perda visual é mais grave.

Exames

Para o correto diagnóstico e tratamento da DMRI são necessários exames que avaliam a mácula de forma detalhada. Atualmente, existem equipamentos de alta tecnologia capazes de realizarem tais exames. São eles, os retinógrafos com autofluorescência e com angiografia, e os OCT ou tomógrafos de coerência ótica que fazem cortes seriados da mácula e de suas camadas. São exames de fácil realização e bem tolerados pelos pacientes.

Tratamento

O tratamento da DMRI está fundamentalmente baseado em tratar as fases iniciais da doença. Quando o paciente procura o médico em fases muito avançadas fica muito mais difícil tratar e os resultados podem deixar de ser satisfatórios. Para a DMRI do tipo atrófica existem medicamentos antioxidantes administrados na forma de comprimidos que retardam a progressão da doença. Além disso, é possível fazer óculos especiais para permitir que o paciente volte a ter visão de leitura. Para a DMRI do tipo úmida, atualmente, existem tratamentos bastante eficazes, que são os anti-angiogênicos, administrados na forma de injeções intraoculares. Estas injeções impedem o crescimento dos neovasos e consequentemente o aparecimento de edema e sangramento na retina, melhorando significativamente a visão do paciente.

Anti-angiogênicos

Essas novas drogas revolucionaram o tratamento da DMRI do tipo úmida. Elas bloqueiam a ação do VEGF, que é um fator existente na DMRI sendo o responsável direto pelo crescimento de neovasos e pela perda da visão central dos pacientes. Atualmente, existem três tipos de antiangiogênicos: o bevacizumab (AvastinR), ranibizumab (LucentisR) e o aflibercept (EyliaR). Cada um deles tem sua indicação e seu médico saberá orientá-lo quanto ao melhor medicamento para seu caso.

PERGUNTAS FREQUENTES

A DMRI pode levar à cegueira? Esta doença, se não for adequadamente tratada, leva a perda da visão de leitura e de nitidez, mas jamais leva a cegueira total. Mesmo em fases avançadas da DMRI o paciente continua podendo caminhar sozinho.

Como é feita a injeção intraocular? É feita sob anestesia local e o paciente não sente dor alguma. Por ser dentro do olho, a aplicação deve ser feita em ambiente asséptico, no centro cirúrgico da clínica.

Nas fases avançadas da DMRI, ainda é possível algum tratamento? Sim. Mesmo para esses pacientes é possível a adaptação de óculos especiais e lupas eletrônicas que podem ajudar o paciente a ler novamente. Marque uma consulta:

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