Abrasão corneana deixa os olhos suscetíveis às infecções

A abrasão corneana (córnea arranhada ou “olho riscado”) é uma das mais comuns lesões oculares. O distúrbio, muitas vezes, provoca significativos desconfortos, como olhos vermelhos e hipersensibilidade à luz.

A córnea é a superfície frontal transparente do olho, e parte da sua função é focalizar a luz, permitindo que a pessoa enxergue. A córnea saudável é essencial para uma boa visão. Além de perturbar a visão, a córnea arranhada deixa o olho mais suscetível à infecções.

As pessoas têm uma tendência a esfregar os olhos quando sentem que algo algum incômodo, mas esta opção pode tornar as coisas muito piores. Se você perceber algo em seu olho, tente eliminar com água, mas não esfregue o olho, afastando o risco de infecção.

Portanto, é importante consultar o seu oftalmologista ou buscar um serviço de emergência logo que possível, caso aconteça algum acidente ou suspeite de um problema na córnea.

O tratamento para uma abrasão da córnea depende da gravidade da ferida e sua causa. Abrasões menores, por vezes, podem ser tratadas com medicamentos a fim de manter os olhos úmidos e “confortáveis”. Na maioria destes caos, o processo de cura acontece naturalmente.

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Enxaquecas oculares recorrentes necessitam de avaliação oftalmológica

Enxaquecas oculares (ou oftalmológicas) são perturbações visuais temporárias que podem afetar um ou ambos os olhos. Embora os sintomas pareçam ser assustadores, normalmente são inofensivas. Na maioria das vezes somem sem medicação em torno de meia hora.

O distúrbio pode aparecer de repente, criando a sensação de olhar através de uma janela quebrada. A distorção visual se espalha por todo o campo de visão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de enxaqueca certamente tem uma base genética, e alguns estudos dizem que 70 por cento das pessoas que sofrem com a doença têm uma história familiar do distúrbio.

O desconforto afeta, mais comumente, adultos jovens, mas também podem ter seu gatilho na puberdade ou, ainda, afetar crianças. As mulheres são até três vezes mais propensas que os homens a sofrer desse tipo de enxaqueca.

Porque são, geralmente, inofensivas e normalmente se resolverem por conta própria, quase sempre não requerem tratamento. Quando a enxaqueca se tornar recorrente, a recomendação é consultar o oftalmologista para exame geral e aconselhamento.

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Idosos precisam avaliar sua capacidade em dirigir com segurança

Com o passar da idade, os motoristas mais “antigos” precisam avaliar sua capacidade em dirigir com segurança. Visitas periódicas aos oftalmologistas ajudam a investigar quaisquer distúrbios que possam prejudicar, ou mesmo, proibi-lo em dirigir à noite, por exemplo.

Primeiramente, as perguntas a serem respondidas são: você sente segurança ao dirigir? As pessoas se preocupam com sua condução de veículos? Ultimamente, os riscos de acidentes que você protagoniza aumentaram? Em caso de respostas afirmativas, acompanhe algumas dicas de especialistas:

  • Planeje seu roteiro antes de sair de casa. Conduza apenas em ruas que você conhece e evite locais escuros.
  • Limite suas viagens a lugares a lugares próximos, que possa chegar facilmente.
  • Caso suas condições de saúde não sejam boas evite dirigir.
  • Não conduza estressado ou cansado.
  • Use e abuse da direção defensiva. Procure manter uma distância maior dos outros carros.
  • Não use películas que escureçam demais as janelas do automóvel.
  • Prefira carros com características que tornam a condução mais segura, como direção hidráulica, freios, transmissão automática e grandes espelhos.
  • Mantenha seu carro em bom estado de conservação.
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Catarata congênita afeta menos de 1% dos bebês

A catarata congênita afeta menos de 1% dos recém-nascidos. Isto significa que a lente natural do olho dos bebês se encontra “nublada” ao invés de transparente. Os especialistas acreditam não ser necessária cirurgia de remoção da lente natural para todos os casos da doença.

Isso acontece porque a doença pode incidir apenas a porção periférica da lente sem precisar de remoção, já que a visão central permanece desimpedida. Muito “pequenas” cataratas, também, podem ser consideradas insignificantes para exigir cirurgia, dependendo da avaliação do oftalmologista.

Da mesma maneira, em muitos casos, a realização da cirurgia pode ser indicada o mais rapidamente possível a fim de garantir que a visão se torne clara o suficiente para permitir o desenvolvimento normal da criança.

Alguns especialistas sinalizam que o momento ideal para intervir e remover uma catarata congênita, que prejudique a visão do bebê, se encontra entre seis semanas e três meses.

Uma vez a catarata removida a visão necessita ser corrigida por meio de uma lente implantada cirurgicamente (lente intra-ocular), lentes de contato ou óculos.  Caso não se corrija a visão do bebê após a cirurgia de catarata, a visão poderá ser prejudicada e o desenvolvimento normal da visão infantil, também.

Os pais devem discutir quaisquer preocupações sobre a doença e o momento ideal da cirurgia com seu oftalmologista.

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No Verão, os olhos pedem proteção

Com a chegada dos dias quentes e claros, vários problemas oculares associados à exposição aos raios ultravioletas do sol surgem com mais evidência. Os olhos pedem proteção.

Por exemplo, os raios UVB (filtrados parcialmente pela camada de ozônio da Terra) também podem ser responsabilizados como causadores do pterígio. Estes crescimentos na superfície do olho podem, não apenas causarem desconfortos estéticos, como trazerem graves problemas à córnea, sobretudo deixando a visão distorcida.

Em doses elevadas em curto prazo, os raios UVB podem causar fotoceratite, uma inflamação dolorosa da córnea. Na Europa, o termo quando mais grave recebe o apelido de “cegueira da neve”, causando perda de visão temporária, geralmente com duração de 24 a 48 horas.

O risco deste tipo de distúrbio é ​​maior em altitudes elevadas, mas pode aumentar em qualquer local onde a claridade é excessiva e a pessoa permanece exposta sem proteção.

Uma vez que a córnea pode absorver quase cem por cento dos raios UVB, este tipo de radiação ultravioleta é pouco provável de causar catarata ou degeneração macular, que está ligado à exposição aos raios UVA (de menos energia, mas que passam através da córnea).

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Síndrome do olho seco é a campeã de queixas nos consultórios oftalmológicos

A síndrome do olho seco já pode ser considerada a doença ocular mais prevalente dos nossos dias, afinal o número de ocorrências do distúrbio não para de crescer. Na verdade, olho seco já se tornou o campeão de atendimentos nos consultórios oftalmológicos.

Os especialistas afirmam que a maior parte dos casos diagnosticados é da forma moderada ou leve. Entre as pessoas com mais de 50 anos, os casos se complicam um pouco mais, apesar da síndrome ser sub-reconhecida e, portanto, sub-tratada.

O tratamento inclui o uso de lágrimas artificiais. Para os oftalmologistas do Hospital de Olhos do Paraná o olho seco é comum à medida que envelhecemos, mas não é algo que a pessoa precise conviver. Há bons tratamentos disponíveis para tratar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos portadores.

Abaixo, listamos alguns dos culpados por esta verdadeira “epidemia”:

Ácaros – Insetos microscópicos agarrados a seus cílios, bastante prevalentes nas pessoas com mais de 60 anos.

Medicamentos – O uso frequente de antidepressivos e anti-histamínicos pode causar uma redução na produção de lágrimas, abrindo as portas para a doença.

Telas digitais – Horas e mais horas em frente às telas digitais faz os olhos arderem. O usuário pisca menos e a qualidade da lágrima é reduzida.

Condições médicas - A probabilidade de desenvolver olho seco aumenta se você tiver uma doença auto-imune, como artrite reumatóide, lúpus ou rosácea.

Idade – Os olhos não são imunes ao impacto das mudanças hormonais relacionadas com a idade. Conforme a pessoa envelhece, produz menos dos hormônios que controlam a secreção de filme lacrimal.

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Cresce o número de casos de miopia

A miopia é o mais comum erro refrativo e tornou-se mais prevalente nos dias de hoje, sobretudo na população da faixa etária dos 12 aos 40 anos.

Embora os dados não sejam conclusivos, pesquisadores apontam que a fadiga ocular ocasionada pelo uso exagerado de telas digitais (computadores, tabletes, celulares) e a permanência por tempo prolongado em frente a tais dispositivos – juntamente com uma predisposição genética para a miopia – ajudam a multiplicar as ocorrências.

Caso seja portador de miopia, a pessoa terá dificuldade em ler os sinais de trânsito e ver objetos distantes com clareza. Outros sinais e sintomas incluem estrabismo tensão ocular e dores de cabeça. Sentindo-se cansado ao conduzir um veículo ou se concentrando para um jogo de cartas, por exemplo.

Na maioria dos casos, a miopia estabiliza no início da idade adulta, mas às vezes ele continua a progredir com a idade.

Caso tais sinais se tornem mais prevalentes (mesmo usando lentes ou óculos), a recomendação é agendar um consulta e um exame oftalmológico completo a fim de verificar a necessidade de “aumentar o grau”.


Além disso, o distúrbio pode ser corrigido por meio de cirurgia refrativa, que pode reduzir e, até mesmo, eliminar a necessidade desses artefatos. Os procedimentos mais comuns na rotina do Hospital de Olhos do Paraná são realizados com Excimer Laser.

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Mudanças sutis interferem na visão com o passar dos anos

Enquanto normalmente pensamos em um envelhecimento saudável e com qualidade de vida no que se refere às condições gerais de saúde, mudanças sutis ocorrem nos olhos e nas estruturas que suportam nossa saúde ocular. Confira algumas delas por faixa etária:

Após 40 anos de idade

É bem provável que você não escape da presbiopia (dificuldade em focalizar objetos de perto).

O que fazer: realizar exames oftalmológicos de rotina, pelo menos a cada dois anos, e buscar opções de correção da visão.

É bom estar ciente de aumento do risco de olho seco e síndrome da visão de computador.

O que fazer: manter uma dieta saudável e se evitar longas horas à frente das telas digitais.

Aos 50 anos

Aumentam os riscos de catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade.

O que fazer: tornar os exames de rotina mais frequentes.

A presbiopia pode avançar.

O que fazer: Considerar a correção definitiva por meio de lentes intra-oculares.

Aumento do risco de olho seco em mulheres pós-menopausa.

O que fazer: Informar ao oftalmologista sobre todos os medicamentos em uso no combate a reposição hormonal.

Aos 60 anos

Os riscos aumentam para o surgimento ou avanço das doenças que apareceram aos 50 anos.

O que fazer: Além dos exames mais frequentes, identificar e tratar condições subjacentes, como diabetes e hipertensão.

Baixa visão

O que fazer: Usar luzes mais brilhantes para leitura, permitir mais tempo para adaptação às mudanças nas condições de luz.

Surgimento de condições, como manchas e “moscas volantes”

O que fazer: consultar o oftalmologista imediatamente, sob risco de descolamento de retina.

Após 70 anos

A maioria das pessoas nesta faixa etária já tem ou vai desenvolver catarata

O que fazer: A cirurgia de catarata é opção mais indicada.

Após 80 anos

A visão de cores declina e os campos visuais começam a estreitar.

O que fazer: considere o uso de lentes ou óculos para aumentar a visão de contraste e pense na possibilidade de aposentar a carteira de motorista.

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Medicamento contra “cegueira dos rios” faz autores receberem Prêmio Nobel de Medicina 2015

Pesquisadores William Campbell, dos Estados Unidos e Satoshi Omura, do Japão, foram contemplados, no dia 5 de outubro, com o Prêmio Nobel de Medicina.
Os cientistas desenvolveram um novo medicamento, a Avermectina, cujos derivados reduziram drasticamente a prevalência da cegueira dos rios (oncocercose) e a filariose linfática (elefantíase) — explicou o júri.
Embora a substância tenha viabilizado o controle da cegueira dos rios em África, ainda está em teste sua capacidade em eliminar a infecção e a transmissão, ao ponto de o tratamento com ivermectina poder ser interrompido com segurança, afirmou a Organização Mundial da Saúde.
A oncocercose
Conhecida também como “cegueira dos rios” ou “mal do garimpeiro”, é uma doença provocada por um parasita, o Onchocerca volvulus, que acomete exclusivamente os humanos.
No Brasil, essa doença foi detectada apenas em 1967. Sua transmissão é feita pelo mosquito Simulium spp., popularmente conhecidos como piúm (região norte) ou borrachudo (demais regiões).
A doença é caracterizada pelo surgimento de nódulos subcutâneos móveis, que não causam dor e é neles que se encontra o parasita. A doença não leva ao óbito, mas pode causar cegueira em seus portadores.
Outra contemplada com o Nobel de Medicina 2015 foi a cientista chinesa YouYou Tu, por desenvolver uma nova terapia contra malária.
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Tratamento da conjuntivite depende do tipo de infecção diagnosticado

Muitos conhecem a conjuntivite por “olho rosa”. Até aí, nenhuma surpresa, afinal o principal sintoma da conjuntivite é o olho ficar com uma aparência rosa mesmo. Já, outros sintomas dependem do tipo de conjuntivite.

A viral deixa os olhos lacrimejantes, coçando e com sensibilidade à luz. Um ou ambos os olhos podem ser afetados. É altamente contagiosa e pode ser transmitida por tosse e espirro.

A bacteriana se caracteriza por serpegajosa”, com secreções oculares amareladas no canto do olho. Em alguns casos, até as pálpebras ficam grudadas ao acordarmos. Um ou ambos os olhos podem ser afetados. Geralmente o contato é direto com as mãos infectadas tocando o olho.

A alérgica possui secreções mais aquosas, com sintomas de ardor e coceira nos olhos. Muitas vezes acompanhada de congestão e corrimento nasal, e sensibilidade à luz. Ambos os olhos são afetados. Não é contagiosa.

Como esperado, o tratamento de “olho-rosa” ou conjuntivite depende do tipo diagnosticado. Entretanto, muitas vezes, pode ser difícil confirmar o tipo de conjuntivite que afetou a pessoa, devido as sintomas subjacentes. Outras condições associadas à conjuntivite incluem outros tipos de infecções oculares, olho seco e blefarite.

Cuidado, a conjuntivite bacteriana, por vezes, pode levar a problemas oculares muito graves, tais como úlceras de córnea, podendo causar perda permanente da visão.

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