Evento científico sobre Ceratocone é destaque de curso no HOP

“Ceratocone – Evolução do Diagnóstico e do Tratamento ao Longo dos Últimos Anos”, foi o tema central de curso realizado dia 25 de agosto de 2018, às 8h30, no auditório do Hospital de Olhos do Paraná (HOP). A coordenação do evento esteve a cargo do Dr. Hamilton Moreira. Participaram do evento o corpo clínico do HOP, fellows e residentes, além de médicos de outros centros oftalmológicos inclusive de outras cidades. Durante o curso, jovens oftalmologistas e outros interessados puderam participar, de forma inédita, de um “Wet Lab” empregando o Femtosegundo para o tratamento de ceratocone, com o patrocínio da Adapt.

Na abertura do evento, o Dr. Hamilton Moreira disse estar orgulhoso com o corpo clínico do HOP, que se preparou e demonstrou nível científico comparável aos dos mais tradicionais centros do país. Vale lembrar que o principal convidado, o Dr. Sérgio Kwitko, não pode estar presente devido ao mal tempo que impediu o seu voo de aterrissar em Curitiba.

O Dr. Márcio Zaparoli, primeiro palestrante do evento, falou sobre a Etiologia do Ceratocone.  Apresentou estudos, abordou fatores de risco, protocolos de tratamento e hábitos que podem contribuir para o surgimento ou para a evolução do ceratocone.

O Dr. Felipe Branco discorreu sobre o Crosslinking de Colágeno Corneano e as suas aplicações no tratamento do Ceratocone. Apresentou dados científicos, indicações e contraindicações, detalhou as várias etapas do procedimento, bem como eventuais riscos.

A Dra. Ana Cláudia Mariushi explicou como deve ser planejado o fluxograma de tratamento empregando o Anel de Ferrara, destacou a importância de se tratar a alergia, alertou sobre os riscos em se coçar os olhos, destacou a importância do emprego da lágrima artificial e, finalmente, disse que hoje são feitos menos transplantes graças à evolução das diversas opções de enfrentamento do Ceratocone.

O transplante de córnea e as suas várias abordagens foi tema da palestra do Dr. Lucas Shiokawa. Ele destacou que o procedimento é o último recurso de tratamento da doença, destacou o baixo custo da cirurgia, a importância de o oftalmologista apresentar boa curva de aprendizado e alertou sobre possíveis complicações inerentes ao transplante.