Médicas do HOPR são palestrantes em importantes congressos sobre Estrabismo

As médicas oftalmologistas do Hospital de Olhos do Paraná (HOPR)Luísa Moreira Hopker e Dayane Issaho participaram, recentemente, de dois dos mais importantes congressos sobre Estrabismo realizados no país. O Dr. David Weakley, médico formador de cirurgiões, de renome mundial, e que foi preceptor de ambas, no Fellowship que concluíram em Dallas (EUA) foi o convidado internacional dos dois eventos.

Nos dois dias de atualização científica, as Dras. Luísa e Dayane atuaram na condição de palestrantes. A Dra. Luísa foi ainda uma das organizadoras da Jornada da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, já que pertence à diretoria da entidade, que é filiada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Nesta jornada a Dra. Luísa falou a respeito de exames de imagem oftalmológicos em crianças e debateu caso de obstrução de vias lacrimais. Segundo ela, casos de lacrimejamento em crianças são muito comuns no consultório e a técnica cirúrgica usada para corrigir a obstrução é altamente eficaz. No segundo dia de evento, ela apresentou casos de estrabismo após trauma em adultos, mostrando a importância da cirurgia de correção ser realizada no momento adequado e por um cirurgião experiente, para se obter um bom resultado final.

A Dra. Dayane abordou o tema catarata congênita que, segundo ela, representa um desafio à Oftalmologia, pelo fato de a cirurgia de catarata em um bebê ser muito mais delicada e requerer maior experiência do que a cirurgia entre adultos. Além disto, segundo ela, a criança precisa ter acompanhamento por longa data, pois apresenta mais chance de desenvolver problemas oculares tais como o glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no mundo.

“A catarata congênita em bebês é uma urgência tanto no diagnóstico, quanto no tratamento. O ideal é que os bebês sejam operados por volta das oito a dez semanas de vida, para que o desenvolvimento visual seja melhor estimulado”, alertou. Em outro evento da área, a Dra. Dayane abordou paralisia III de nervo, considerado por estudiosos como outro desafio, uma vez que o paciente dificilmente recuperará a função completa dos músculos extraoculares.