Diversas pessoas comparecem à campanha que encerrou o “Abril Marrom”

Diversas pessoas compareceram neste sábado (29), ao calçadão da XV de Novembro, das 9h às 13h, para participar da campanha conjunta realizada pelo Hospital de Olhos do Paraná (HOPR), Clinipam e Associação Comercial. Receberam orientações sobre as principais doenças da visão que podem levar à cegueira e foram submetidas a exames de acuidade visual.

Ficou evidente, na maioria dos casos, que os presentes eram desinformados, independente da faixa etária e do grau de instrução. Não tinham o conhecimento de condições graves, como o glaucoma, principal causa de perda irreversível da visão e, por isto, transformada no tema central do “Abril Marrom”. A iniciativa, que partiu do HOPR, foi transformada em projeto de Lei em 2017 pelo governo do Paraná.

O Dr. Rodrigo Omoto foi um dos médicos oftalmologistas do HOPR que esteve à frente da campanha. Ele disse ter percebido, pelos relatos que ouviu, que as pessoas não têm por hábito realizar consultas de rotina, mesmo apresentando fatores de risco para situações graves. A ação, segundo ele, teve um saldo positivo no sentido de fazer com que todos, independente da faixa etária, tomem como prioridade visitar um oftalmologista de confiança.

A Dra. Natália Gaertner Cabrini concordou com o Dr. Rodrigo. Entre outros casos, ela atendeu a um senhor que considerava que o tratamento com plantas era suficiente para “curar” doenças oculares. A oftalmologista reforçou que, independente das crenças das pessoas, elas precisam valorizar a figura do oftalmologista.

Uma das presentes compareceu à campanha após ouvir reportagem veiculada nos meios de comunicação. Disse que, por falta de tempo, não realiza consultas na rotina, razão pela qual considerou a ação conjunta de extrema importância. Tinha preocupação também com o seu pai, que há um bom tempo apresentava desconforto para enxergar.

Outra participante ficou sabendo da iniciativa por meio do marido, que também ouviu chamada em uma emissora de rádio. Como daria entrada no serviço às 11h, aproveitou para cedo realizar uma avaliação. Disse, ainda, que há um bom tempo vem percebendo queda na qualidade para enxergar para longe e para perto. Considerou a ação de extrema importância pois, segundo ela, “o olho é um dos nossos principais e mais sensíveis órgãos e, por isto, precisamos cuidar sempre e muito bem dele”.